<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350</id><updated>2012-01-23T17:54:03.331-08:00</updated><title type='text'>Fanzine Virtual</title><subtitle type='html'>Política, futebol, música e o que vier.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-2133917859376376473</id><published>2012-01-23T17:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T17:54:03.340-08:00</updated><title type='text'>Feliz Ano Novo, Barradão.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yqeVnxMEEIY/Tx4O09He-5I/AAAAAAAAAE0/6jM79MMpLAI/s1600/RTEmagicC_vit01.jpg.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 210px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-yqeVnxMEEIY/Tx4O09He-5I/AAAAAAAAAE0/6jM79MMpLAI/s320/RTEmagicC_vit01.jpg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701010481219566482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até convencido pelo amigo Alexandre Lyrio em coluna do Correio* que torcedor de radinho e tv não ama menos, mas ontem no Barradão presenciei uma dessas cenas que só a arquibancada de estádio conseguem proporcionar. Na hora da substituição de Uellinton alguns mantiveram as vaias, apesar dois dois tentos marcados. A partir daí iniciou-se um bate boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O defensor de Uellinton havia começado o jogo o criticando, e aparentando ter ânimos similares a Apodi e Rildo, foi mudando no decorrer, e passou a declarar amor pelo volante originário da base: "Eu te amo Uellinton", dizia, e ao mesmo tempo corria de um lado para outro da arquibancada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a discussão rola, o juiz marca penalidade máxima em Rildo. A discussão para, os torcedores ao redor tentam desfocar a briga. Mas o danado do juiz volta atrás, a briga retoma, e o doidinho passa alfinetar o emburrado: "Você não faz amor". O problema é que o cara estava com a esposa e filha, todos rubro-negros fanáticos. Se esquenta mais ainda, alega desrespeito a sua companheira, aparece polícia para acalmar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chateado, lembra de ter me consolado aos prantos no finado jogo Vitória e São Caetano. As dores e rancores ainda estavam impregnados no Barradão. A esposa também se diz indignada, diz ter levado a filha na barriga e de colo pro estádio, pensa em não voltar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo segue, Neto Baiano perde um pênalti, gols são perdidos. Até que no final as redes voltam a balançar com Lúcio Flávio. Um amigo comenta: "Esse é para tirar a zica". Festa nas arquibancadas, e o doidinho, que havia se saído por orientação da polícia, retorna. Pede desculpas ao casal... Comento: "Dá uma beijinho"... "Agora dá nele também"... paz selada... É quando Neto Baiano marca o sexto, o terceiro dele na partida. Sinais de novos tempos no Barradão. Afinal, só ao final da Série B, contra o Salgueiro, o Vitória jogou com a mesma alegria de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: 1 - Uellinton é um jogador que se quer merecia discussão entre torcedores. A declaração dele ao final é sinal que não quer continuar no clube, e principalmente, não tem o menor respeito pela torcida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-2133917859376376473?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/2133917859376376473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=2133917859376376473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/2133917859376376473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/2133917859376376473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2012/01/feliz-ano-novo-barradao.html' title='Feliz Ano Novo, Barradão.'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-yqeVnxMEEIY/Tx4O09He-5I/AAAAAAAAAE0/6jM79MMpLAI/s72-c/RTEmagicC_vit01.jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-6755129829155594610</id><published>2012-01-23T17:44:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T17:47:42.537-08:00</updated><title type='text'>Bahia que teima ser província</title><content type='html'>Eis a Bahia...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Seu principal quadro nacional retoma para fincar as bases de transformações do governo J. Wagner, e muito mais que isso, apontar um futuro desconhecido para região ainda atrasada nas questões sociais e principalmente na infraestrutura, ciência, tecnologia, na mentalidade. Gabrielli retorna para fazer do seu estado não uma passagem de verão, como muitos artistas e intelectuais fazem. Não uma mera alegoria "jorgeamadiana", uma ilha, um paradigma esgotado. Ele poderia ir para um posto internacional, viver prestando consultoria no Oriente Médio ou na China. Aliás, ele foi responsável por não deixar a Petrobrás cair no discurso privatista, e torná-la símbolo de um país que ingressou entre as potências mundiais. Poderia ser facilmente ministro federal. Ha, a Bahia? Poderia ser apenas para tomar água de coco, comprar uma casa na ilha de Itaparica e esperar a ponte ficar pronta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas eis que a Bahia, ao invés de preparar os confetes, prepara o punhal para o seu retorno. Nenhuma liderança política, mesmo do seu partido, se antecipa para defender Gabrielli. Talvez alguns queriam, primeiro, ter garantia de qual secretaria terão caso ele seja governador em 2014. Outros ainda almejam ser candidato, mesmo que seja na base do pagar 100 para o vizinho não ganhar 50. Por enquanto, versa o discurso da Globo, que o tratou como mera indicação política de Lula, que deixou a Petrobrás em baixa num mercado financeiro - sem credibilidade. E isso é reverberado por blogs locais de quinta categoria, ou mesmo opositores como Geddel Vieira Lima. Bem vindo Gabrielli, você retorna a Bahia. Ao que já passou incólume por crises de dois governos, terá aqui a sua principal prova da vida: continuar a querer transformar o lugar que ama, mas que teima ser uma província.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-6755129829155594610?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/6755129829155594610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=6755129829155594610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/6755129829155594610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/6755129829155594610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2012/01/bahia-que-teima-ser-provincia.html' title='Bahia que teima ser província'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-438482097335450385</id><published>2011-05-15T19:30:00.000-07:00</published><updated>2011-05-15T19:57:25.397-07:00</updated><title type='text'>Com tiranos não combinam rubro-negros corações!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rxB6cXp5390/TdCN2Hkj2tI/AAAAAAAAAEo/VVeIcoAaG7s/s1600/2010_08_1118_52_5146220capalivro.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-rxB6cXp5390/TdCN2Hkj2tI/AAAAAAAAAEo/VVeIcoAaG7s/s320/2010_08_1118_52_5146220capalivro.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607137496961112786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com tiranos não combinam rubro-negros corações!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou o Fim da Era Barradas II&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;meta equiv="content-type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;div&gt;Sinceramente, senti poucas emoções nesta final trágica contra o Bahia de Feira. Todos os gritos que lancei nas arquibancadas foram de fundo basicamente racional, contra a diretoria e o técnico. Por alguns instantes achei que o torcedor acompanha a atual gestão num tom alienado. Nenhum protesto, somente críticas sem emoção e dispersas em jogadores, técnico e até no juiz. Não havia se quer um clima fúnebre ao sair do Manuel Barradas &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois pensei bem... . O que estava em falta era a paixão. Sim! Os rubro-negros  em 2011 estão sem apego aos jogadores, as cores, aos cânticos e ao estádio. Sim, a torcida do Vitória precisa de motivação, ser cativada, acolhida. Foram cinco anos de gás descomunal entre a Série C e a final Copa do Brasil. A direção não soube aproveitar o embalo, continuou a desqualificar o público no estádio, não contratar bons profissionais, não fazer ações de marketing. A torcida cansou, não sente a recompensa de atravessar a cidade num aguaceiro, pegar engarrafamento, ruas estreitas e ônibus cheio para ver uma final insossa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Continuo a achar que a Era Barradas chegou ao fim. Não apenas o estádio, ultrapassado e já carregado de decepções. Mas também o comando do clube por sobrenomes como Portela, Tanajura, Falcão, Rocha, Barradas e etc. O Vitória deixou de ser um clube segmentado, decidido por famílias em tom amador. Agora é fato, os dirigentes comandam uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do país. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paulo Carneiro era um "novo rico" sem a veia aristocrática, capaz de idéias mirabolantes para estimular a massa, além de tato empresarial fundamental ao futebol. Após a sua saída parecia ser o fim da época dos tiranos. A torcida, talvez como numa antes em sua história, tinha assumido os rumos do clube. Porém isso se limitou as arquibancadas, aos salões dos aeroportos e as ruas da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faltou àqueles que dirigem a capacidade de responder aos anseios. Criar mecanismos para a paixão ser materializada no dia a dia do clube e propiciar as conquistas almejadas. Sinto que os briosos rubro-negros herdaram desta terra o desejo por fazer das suas mãos transformações vinculadas ao mais fresco espírito do tempo, como na Revolta dos Búzios.      &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eis que o Movimento Somos Mais Vitória se apresenta como alternativa para dar liberdade a essa paixão estancada. Se por enquanto não é possível uma participação mais igualitária e principalmente conquistas, é a hora de radicalizar, porque o lema é: Com tiranos não combinam / Rubro-negros corações!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-438482097335450385?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/438482097335450385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=438482097335450385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/438482097335450385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/438482097335450385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2011/05/com-tiranos-nao-combinam-rubro-negros.html' title='Com tiranos não combinam rubro-negros corações!'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rxB6cXp5390/TdCN2Hkj2tI/AAAAAAAAAEo/VVeIcoAaG7s/s72-c/2010_08_1118_52_5146220capalivro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-4466606357120015612</id><published>2011-02-21T05:21:00.000-08:00</published><updated>2011-02-21T06:20:22.315-08:00</updated><title type='text'>A notícia censurada na imprensa baiana. 21/02/2011</title><content type='html'>&lt;div&gt;Rubro-Negros tratam resultado com sarcasmo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A derrota por 2x0 no clássico foi tratada com sarcasmo pela torcida rubro-negra no estádio de Pituaçu. O trio de arbitragem comandado por Jailson Macedo foi o maior alvo das brincadeiras e xingamentos.  No final do primeiro tempo, enquanto os jogadores tentavam intimidar o árbitro, as ofensas nas arquibancadas foram no tom corriqueiro: "ladrão, ladrão", por não ter marcado um suposto pênalti em Elkson e duvidosa falta em cima de Nino no lance que originou gol de Marcone. Nos 45 minutos finais os lances polêmicos voltaram a circundar o BaxVi. Uellinton foi expulso por agredir o rival em campo, Jailson Macedo não viu o lance e só consultou o bandeirinha - que viu a jogada -  após levantar a tarjeta vermelha. Minutos depois pênalti para os donos da casa, pairou-se a dúvida e o lateral Ernani pegou primeiro na bola, mas foram poucas as reclamações. Na primeira cobrança Viáfara pegou o chute fraco de Ávine, mas o auxiliar mandou retornar, alegou que o goleiro estava adiantado. A partir de então "armação" e "marmelada" foram termos proferidos exaustivamente pelo lado rubro-negro. Ávine marcou na segunda tentativa, mas não calou os visitantes, que gritaram até o final como se estivessem levando os três pontos para o Barradão. Pra completar a festa, a cada falta cometida pelo Vitória e marcada por Jailson, palmas. Já as infrações tricolores eram respondidas com vaias. Ao final do tempo regulamentar o Vitória já estava com dois jogadores a menos - Neto Baiano também foi expulso -  o Bahia tocava bola no seu campo de defesa e Jailson pediu a bola sem dar os devidos acréscimos pelas paralisações.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-4466606357120015612?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/4466606357120015612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=4466606357120015612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/4466606357120015612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/4466606357120015612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2011/02/noticia-censurada-na-imprensa-baiana-21.html' title='A notícia censurada na imprensa baiana. 21/02/2011'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-199449374378096099</id><published>2011-02-07T10:35:00.000-08:00</published><updated>2011-02-07T10:38:37.591-08:00</updated><title type='text'>O texto mais nojento de Danuza Leão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;Folha de São Paulo, domingo, 06 de fevereiro de 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;DANUZA LEÃO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;Luta de classes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;Aprendi que a luta de classes começa dentro de casa, e mais especificamente, dentro da geladeira&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;HÁ UNS DOIS ANOS tive uma diarista que começava a trabalhar muito cedo -por escolha dela; às 6h ela já estava em minha casa. Uma morenona bem carioca, simpática, risonha, disposta, sempre de altíssimo astral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;Gostei dela, e como detesto fazer ares de patroa -e não sei-, tínhamos uma relação amistosa e legal, como devem ser todas as relações. Algum tempo depois, comecei a fazer aula de natação em um clube que fica a uns 500 metros de minha casa. A aula era às 7h, mas e a preguiça? Preguiça de levantar da cama, e enfrentar a distância ficou difícil. Tive então uma ideia: levá-la comigo. Assim, teria companhia para ir e voltar, e seria mais fácil a caminhada. Vamos deixar bem claro: não foi nem um ato de gentileza de minha parte, nem pensei apenas em meu proveito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;Achei que seria bom para as duas, e ela, que talvez nunca tivesse entrado numa piscina, ia adorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;Perguntei se gostaria, ela ficou toda feliz, e, a partir daí, todos os dias íamos juntas, conversando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;Eu pagava minha aula e a dela, e às 8h30 estávamos de volta, alegres, falando sobre nossos progressos. Já que não posso mudar o mundo, pensei, estou exercendo o socialismo -ou a democracia- pelo menos em meu território. Mas notei que a cada vez que contava isso para os amigos, nenhum deles dizia uma só palavra; nem para achar que tinha sido uma boa solução, nem para ficar contra, nem ao menos para achar alguma graça. Silêncio geral e total.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;O tempo foi passando. Comecei a perceber pequenos desvios no troco, às vezes dava por falta de uma das três mangas compradas na feira, os picolés que guardava no freezer desapareciam, os refrigerantes e sabonetes também, e eu pensava: "tem dó, Danuza, afinal ela toma duas conduções para vir, duas para voltar, a grana é pouca, se ela fica com oito ou dez reais da feira, é distribuição de renda. E se comeu metade do Gruyère, dizer que o queijo francês é só seu, é um horror"; e assim fomos indo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;Fomos indo até que um dia viajei por um mês, e quando voltei, houve problema com um cheque; coisa pouca, mas ficou claro, claríssimo, que tinha sido ela, e tive que demiti-la, o que aliás me custou bem caro, em dinheiro e pela deslealdade. Depois da demissão, fui descobrindo coisas mais graves -e nem vou contar todas, só uma delas: nos fins de semana, ela vinha com o marido, punha o carro na garagem do prédio e o casal passava o fim de semana na minha casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;Depois de recibos assinados, tudo liquidado, chegou a conta do telefone do mês em que estive fora: havia 68 ligações para um único celular. Liguei para o número e soube que era de um funcionário do clube de natação, que ela paquerava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;Quando entrou a substituta, tive que comprar lençóis, toalhas e um monte de coisas que ela havia levado. Sei que não sou um modelo de dona de casa, mas alguém conta todos os dias quantos lençóis tem? E tranca os armários? Não eu. Durante um bom tempo fiquei mal: pela confiança, pela traição, depois de quase dois anos de convivência. E agora?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;Não sei. Afinal, somos ou não somos todos seres humanos iguais, como me ensinaram? Ou é preciso mesmo existir uma distância empregado/patrão, como dizem outros? Ou esse foi um caso singular?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;Aprendi que a luta de classes começa dentro de nossa casa, e mais especificamente, dentro da geladeira. E enquanto o mundo não muda, passei a comprar queijo de Minas, que além de tudo não engorda.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-199449374378096099?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/199449374378096099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=199449374378096099' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/199449374378096099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/199449374378096099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2011/02/o-texto-mais-nojento-de-danuza-leao.html' title='O texto mais nojento de Danuza Leão'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-4547360614965709630</id><published>2011-01-11T07:18:00.000-08:00</published><updated>2011-01-11T09:11:49.263-08:00</updated><title type='text'>O fim da Era Barradas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/TSx12epu0RI/AAAAAAAAAEU/ShfiJrlKTy8/s1600/Estadio%2Bdo%2BBarrad%25C3%25A3o%2Balagado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 242px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/TSx12epu0RI/AAAAAAAAAEU/ShfiJrlKTy8/s400/Estadio%2Bdo%2BBarrad%25C3%25A3o%2Balagado.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560949218697203986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;Restam imagens esgarçadas da primeira vez que desci no Barradão em 1992, sei que Dão marcou no 1x0 sobre o Remo, na arrancada para retornar a primeira divisão. Já em 1994 lembro de mais detalhes na inauguração das atuais arquibancadas e do sistema de iluminação: com direito a gol de Ramon, 2x0 no Timbú. Sou torcedor do Vitória privilegiado, comecei a acompanhar o time sistematicamente em 1992 com Zé Roberto e Arthurzinho e após a perda dos títulos nacionais (1992-3) e estaduais (1993-4), ambos na velha Fonte, ia para o Barradão crédulo que as montanhas de lixo, povoadas de porcos, ratos, cachorros e família inteiras, iam dar espaço a conquistas mais importantes que o título estadual sobre o Galícia em 1995. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;Lembro como comemorei exageradamente o primeiro título da era Barradão. Era certeza de futuro glorioso ao torcedor que percebia as reformas e a higienização do Santuário Rubro-Negro. A sensação de que ali éramos invencíveis foi estimulada pelo surgimento dos Os Imbatíveis, que no ano de 1999 dava demonstrações como empurrar um time mesmo tecnicamente inferior e atrás por 2x0 no placar, aquela moquequinha não parou de gritar e o Vitória virou por 5x4 no Vasco. Ha, perdemos para o Atlético-MG na semifinal, mas a torcida apoiou o time do começo ao fim, prática pouco comum para arquibancadas tachadas de apáticas pelos próprios torcedores naqueles tempos. Ainda era tempo de ouvir o diálogo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt; - Senta! Quero ver o jogo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;- Vou ficar em pé nessa porra, se quiser ficar sentado assista em casa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;Passei a não ouvir mais isso atrás do gol que dá para o Flamboyant a partir de então. Mas ao perdemos a vaga na final da Copa do Brasil em 2004, com uma derrota dentro do Barradas, debaixo do favoritismo, um sentimento fúnebre se alastrou por toda Canabrava até sermos rebaixados pela Ponte Preta dentro de casa. Durante a Série B, mesmo com o time mais caro do campeonato, nada empolgava a torcida e alguma coisa me fez evitar o Barradão no 3x3 com a Portuguesa e na perda do título para o Colo-Colo. Só retornei ao Santuário na 2º fase da Terceirona, sabe lá porque, mais apaixonado do que nunca pelo Vitória. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;Era o fim da era Paulo Carneiro que se anunciava: a valorização do torcedor. Nem notamos que perdemos para o rival dentro de casa na fase final e subimos no mesmo sono (ou sonho) para Série A e tivemos o gosto de sermos quase imbatíveis em casa nos torneios de 2008 e 2009. Continuavámos a não ganhar do rival em casa. Na Copa do Brasil de 2010 alguma coisa dizia que aquele time limitado ia nos vingar de todos os azares ao levantar o caneco no Barradão. Cheirava a título a forma como a bolava entrou sem méritos contra o Vasco e não entrou, perto do fim, quando estava 2x0 no Atlético-GO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;O Santos deixou nos pés de nossos jogadores o título no jogo de volta. Ha, a primeira final nacional dentro do Barradão. Como era esperado esse dia em cada travesseiro rubro-negro. Tinhamos cânticos de arrepiar qualquer espinha pelo país, um time guerreiro, determinado ao título como nunca antes. Mas aí  &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; font-size: 12px; border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 12px; "&gt;Schwenck&lt;/span&gt; e Júnior foram perdendo gols, o jogo foi correndo... e terminou, com um triunfo para amansar a alma, mas não de levantar defunto. Fomos perdendo e empatando jogos o Barradão até ser novamente rebaixado, pela terceira vez, dentro do Manoel Barradas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;Vai lá que futebol precisa de magia e que em 2011 milagres podem acontecer.  Mas sinceramente, não acredito, irei a estréia no dia 16 de janeiro por mera rendição a esse amor vermelho e preto. Não acredito no Barradão, na torcida ou qualquer outra mística que me dê esperança. Nem no título da Série B ou estadual. Vou ao estádio sabendo que desde 2004 Paulo Carneiro já anunciava o fim da Era Barradão. Lembrem que a promessa era uma nova arena na Paralela. Sua loucura, ganância e falhas na gestão humana e financeira foram responsáveis pelas quedas seguidas. Poucos torcedores querem ouvir falar nesse nome, mas é fato que seu lado visionário faz falta na gestão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;Hoje temos uma administração que tornou o Vitória um Naútico, Fortaleza ou Paysandu. É incrível como jogadores debandam do elenco da forma mais desrespeitosa possível. Não temos nenhum projeto que atraia investidores ou sonhos. Os times que detinham os melhores caixas na década de 1990 eram o Criciúma e Paraná lembram? O que representam ambos para o futebol brasileiro hoje? O São Caetano era o modelo de salários baixos e bons resultados nos anos 2000, o que é hoje o São Caetano? Pensamento tacanho esse de Alexi Portela, sanar as dívidas para depois tornar o time vencedor. Essa economia de palito nos fez perder um paliteiro inteiro em 2011, 2012, 2013... ou alguém ainda tem dúvidas dos impactos financeiros do rebaixamento? Mas parece que nada aconteceu entre os Conselheiros que podem estacionar os carros importados dentro do estádio.   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;Antônio Lopes pode ser campeão do mundo pelo Vitória, mas preferiria um treinador no estilo de Ney Franco ou Dorival Júnior, treinadores capazes de realizar inovações, antenados com o futuro, carregado de sonhos. Alexi Portela se vangloria de ser filho de alguém que dizem ter ajudado muito o Vitória, mas essa elite aristocrática baiana é uma viúva falida que mantém a pose ao tomar café com pães da Favorita com o padre Sadock no Instituto Feminino ou no Museu Carlos Costa Pinto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;O Barradão é um estádio ultrapassado há muito tempo. Seu mérito inicial foi torná-lo patrimônio do clube, apto a colher receitas e estimular paixões. Além disso foi construído numa região recém hiper povoada da cidade, angariou novos torcedores, hábitos e paixões. Hoje o torcedor está cansado de atravessar a cidade engarrafada e ainda ter que enfrentar a letargia das vias de  Cajazeiras, Flamboyant, Trobogy ou São Rafael. As linhas de ônibus são promessas vãs, assim como a nova via, prometida pelo prefeito maluquinho João Henrique, parente daquele que deu nome ao estádio (me desculpem os espíritas, mas um parente desse prefeito não merece ter o nome do nosso estádio).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;É preciso varrer esses sobrenomes: Barradas, Portela, Tanajura e etc. Se alguma coisa o Barradão nos deixa irreverssível é tornar-se um dos maiores clubes de massa do país e do mundo. Ou vocês acham que o Manchester City tem mais torcedores que o Vitória? É a torcida que nos mantém grande hoje (sei que radialistas e jornalistas são incapazes de tal valorização por comparações indevidas com o rival). Gente no mundo contemporâneo é sinônimo de dinheiro, ainda mais num país de classes emergentes, ainda de hábitos voluvéis de consumo. O Barradão não é um atrativo de lazer pujante, mas decadadente. O sistema de segurança é parco, os estacionamentos, costumeiros nas calçadas, com o retrovisor do carro passando de fininho com ônibus e caminhões de lixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;O Santos e Corinthians preparam se mudar para estádios próprios em regiões periféricas da Grande São Paulo, sabem bem onde circula o novo dinheiro nacional e que sistemas de metrô modernos resolvem a locomoção. Infelizmente perdemos o bonde,  agora só nos resta abençoar a nova Fonte como futura casa. Poderíamos estar hoje com estádio próprio moderno e se duvidar, poderia ser o estádio baiano da Copa. Ha, a insanidade de Paulo Carneiro  (PC) o fez meter os pés pelas mãos. Mas ainda há tempo de se colocar a frente da história.    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;Hoje prefiro que o Vitória seja administrado por uma cooperativa de chineses que detém restaurantes entre a praça da Piedade e o Largo Dois de Julho do que essa aristocracia falida (por favor, não confundam chineses do Centro com um 'nissei' chamado Yamato. sic!). Dizem as más (ou boas?) línguas que PC queria vender o time para árabes, indianos ou russos. Talvez uma figura dessa possa transformar o time vencedor de títulos nacionais com um marketing digno e promessas mirabolantes, como a Cidade Incolor.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;Futebol é um negócio internacional vinculado ao sistema financeiro, tráfico, marcas, imagem, signos. Não achem que isso será resolvido com André Curvello, responsável direto pela reeleição de João Henrique, ao estabelescer uma relação duvidosa com os veículos de comunicação locais. Ele é um competente assessor para pensamentos mesquinhos como do atual prefeito de Salvador: "Tome obra, tome obra..."    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;Ha, enquanto os chineses, russos ou árabes não vêem, lá vou pro lançamento do Movimento Somos Mais Vitória. Quem sabe um pouco de democracia nos retorne para a primeira divisão e a competitividade, pelo menos dentro de casa na Série A. Porque enquanto tivemos como estádio esse Barradas estaremos fadados ao fracasso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-4547360614965709630?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/4547360614965709630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=4547360614965709630' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/4547360614965709630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/4547360614965709630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2011/01/o-fim-da-era-barradas.html' title='O fim da Era Barradas'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/TSx12epu0RI/AAAAAAAAAEU/ShfiJrlKTy8/s72-c/Estadio%2Bdo%2BBarrad%25C3%25A3o%2Balagado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-482314180801163369</id><published>2010-02-18T09:21:00.001-08:00</published><updated>2010-02-18T09:43:13.411-08:00</updated><title type='text'>o rebolation é bom</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/S314ResVR7I/AAAAAAAAAEA/OuWSBVNG4g4/s1600-h/grande-rebolation.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/S314ResVR7I/AAAAAAAAAEA/OuWSBVNG4g4/s400/grande-rebolation.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439636166625544114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;bota a mão na cabeça que vai começar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o rebolation... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;------------------------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ni aprendeu um monte de coisa bacana sobre o carnaval com um renomado professor de cultura. mesmo assim ela continuava a ter pitadas de preconceito sobre o a festa baiana e vida citadina em salvador. criada nas ruas de olinda e nos palcos do recife antigo, é cheia de discursos de como poder público pode e deve intervir na folia e na cidade. "deveria diminuir a largura das cordas nas ruas"; "o camarote poderia ocupar menos espaço na calçada" e etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;num dia de carnaval baixou um milton santos para debatermos que salvador gira em torno do capital especulativo. pagar cerca de mil reais por dia no camaleão ou num camarote all inclusive é pura especulação. e esse mercado foi fundamental para o crescimento da festa. segundo dados do governo do estado o folião gastou em 2009 uma média de R$ 72,00 por dia na avenida. o do bloco R$ 162,00; camarotes R$ 112,00; e R$ 31, 00 pipoca. no total R$ 127,7 milhões foram gastos. a pesquisa é restrita ao residentes na cidade e aponta que os gastos não são relacionados com renda mensal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o fato é que o poder público municipal, maior responsável em arrecadar e coordenar o carnaval perdeu o controle para esse capital especulativo. os trios param o tempo que acharem necessário nas torres de tv e camarotes. as cordas apertam a pipoca nos momentos mais curtos do asfalto e colocam a quantidade de camisas que lhe convir. ninguém coordena, ao ponto da terça os próprios artistas reclamarem entre eles pela demora no circuito barra-ondina, a prefeitura é tratada como corpo inerte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;os discursos de ni são válidos, mas se não focarem esses fatores econômicos ficam ao léu. os barões do carnaval dificilmente vão aceitar quaisquer interferências nas suas ações. o modelo pernambuco de financiamento gratuito e conseqüente interferência não me parece o ideal. é preciso que a prefeitura também arrecade, em especial com os patrocinadores, e a partir daí intervenha com vigor nos barões do axé. não só isso, tenha também capacidade de publicizar melhor o retorno triunfal de morais moreira ao lado da guitarra vibrante do filho davi;  uma programação vastíssima nos circuitos alternativos, com rock, samba de roda, marchinhas, blocos afros e etc. tudo escondido pelo chiclete, ivete, asa e afins.       &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ao final, no arrastão da timbalada, eu queria acompanhar carlinhos brown ao lado do olodum e o galo da madrugada. ni, foi enfática: "ele vai tocar frevo e não estou afim de ouvir frevo". pelo menos do preconceito ela se desfez neste carnaval do rebolation.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-482314180801163369?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/482314180801163369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=482314180801163369' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/482314180801163369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/482314180801163369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2010/02/o-rebolation-e-bom.html' title='o rebolation é bom'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/S314ResVR7I/AAAAAAAAAEA/OuWSBVNG4g4/s72-c/grande-rebolation.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-6689523313890174593</id><published>2010-02-17T08:28:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T09:30:31.700-08:00</updated><title type='text'>na base do beijo e da porrada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/S3waoOeCUMI/AAAAAAAAAD4/_oLUugHUqjY/s1600-h/Obra-de-Nelson-Rodrigues-em-Quadrinhos.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 287px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/S3waoOeCUMI/AAAAAAAAAD4/_oLUugHUqjY/s400/Obra-de-Nelson-Rodrigues-em-Quadrinhos.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439251728337883330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu te pegar você vai ver, você vai ver&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ai de ti, ai de ti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai se amarrar só querer saber de mim&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você vai se dar bem e eu também&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você vai se dar bem e eu também&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;----------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;no carnaval soteropolitano de 2010 o governo do estado aprendeu, um pouquinho, a fazer carnaval. os trios independentes com o slogan "terra de todos nós" conseguiram dar alguma esperança de dias melhores na hegemonia dos camarotes, blocos de cordas e artistas do jabá. pude ver elza soares, com a voz intacta e a coluna bamba; baby e paulinho ganharem um trocadinho relembrando sucessos dos novos baianos; la pupunha ao lado dos retrofoguetes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;não só nesses trios, no geral os rios de dinheiro injetado na publicidade deram certo na festa momesca e na disputa com o prefeito do pmdb, joão bobão, wagner conseguiu sair melhor na finta. teve inserção na mudança do garcia, na saída ilê e não saiu vaiado, como o prefeito no domingo da festa, em pleno campo grande.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;porém, da janela da casa de ni, vejo nesse momento uma cerimônia de encerramento dos trabalhos do batalhão especial da política militar com o secretário de segurança, césar nunes. na frente o slogan "bahia na luta pela paz". patético, hipócrita. a polícia assassina do governo foi o que mais amedontrou neste ano. os milhões da avenida aprendem paulatinamente a conviver com civilidade, mas a polícia continua a bater nos jovens negros com seus bonés e bermudas de "brown". vi, da saída dos mascarados, na quinta, até o arrastão da timbalada, na quarta, atitudes grosseiras e acima de tudo desnecessárias da pm baiana. violência gratuita, sádica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o clima autoritário, ou melhor, facista, impregna a tudo e todos, aquele que apanha sem pudor, revida do mesmo modo, por razões que os psicólogos devem explicar melhor. basta dar alguma autoridade e instrumentos de coerção para os milhares de seguranças da folia que eles reproduzem o que o governo lhe deixa de exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;meu primo lula deu uma boa sugestão: "basta instruir a polícia a sorrir". trabalhar sorrindo talvez fosse um bom caminho. quem sabe um dia pm deixa de agir na base da porrada e age na base do beijo, como incitou ivete.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-6689523313890174593?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/6689523313890174593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=6689523313890174593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/6689523313890174593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/6689523313890174593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2010/02/na-base-do-beijo-e-na-porrada.html' title='na base do beijo e da porrada'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/S3waoOeCUMI/AAAAAAAAAD4/_oLUugHUqjY/s72-c/Obra-de-Nelson-Rodrigues-em-Quadrinhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-2165491655274216066</id><published>2009-05-16T09:26:00.001-07:00</published><updated>2009-05-16T09:33:42.207-07:00</updated><title type='text'>Cole na corda do Fantasmão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/Sg7pSenHzMI/AAAAAAAAADI/y3y0OzxapqE/s1600-h/fantasm%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 262px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/Sg7pSenHzMI/AAAAAAAAADI/y3y0OzxapqE/s400/fantasm%C3%A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336459112144686274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;(O cantor do Fantasmão no Farol da Barra)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo propago nas mesas de bar que as bandas de pagode Psirico e Fantasmão representam a renovação no carnaval baiano. Entendam essa festa como síntese cultural de um povo, que por sua vez está bem sem graça. Eles revitalizam as ruas da cidade como a Timbalada fizera em 1992 - se diga de passagem, voltada para classe média e turistas - Olodum com Daniela ao cantar Faraó no meio dos anos 80 e Luís Caldas, Gerônimo e Sarajane um pouco antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pagodeiros - vistos como vulgares pelos aficionados por mangue beat, chorinho e a banda inglesa do momento - são dos poucos que levantam a massa sem precisar passar no Caldeirão do Hulk ou serem garotos propaganda de produtos de beleza e cerveja. Notas de samba chula do Recôncavo, visual de rapper de subúrbio tupiniquim, guitarra, trio-elétrico, letras de protesto, corpos negros dentro e fora da corda - isso quando saem em bloco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do Fantasmão &lt;a href="http://www.filecrop.com/1284713/index.html"&gt;(click aqui pra baixar disco)&lt;/a&gt; há considerável desprendimento nas amarras da politização culturalista. A origem étnica e social não os satisfaz para estar em destaque na indústria cultural. E nem pensem a periferia soteropolitana aprendeu isso com os Racionais Mc's. O reggae de Edson Gomes é nossa referência de música de protesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, foi preciso Caetano Veloso defender o valor cultural dos caras nesta bela entrevista que pode ser &lt;a href="http://www.atarde.com.br/videos/index.jsf?id=1146910"&gt;acessada aqui.&lt;/a&gt; Ele também fala sobre seu novo disco e sua obra no começo e ao fim sobre a urbanização de Salvador. No meio, por cerca de dez minutos, o assunto é a relação pagode x tropicalismo e depois defende comemorar o 13 de maio, evocar nova abolição brasileira e nossa “vontade filha da puta de ser americano”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-2165491655274216066?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/2165491655274216066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=2165491655274216066' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/2165491655274216066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/2165491655274216066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2009/05/o-cantor-do-fantasmao-no-farol-da-barra.html' title='Cole na corda do Fantasmão'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/Sg7pSenHzMI/AAAAAAAAADI/y3y0OzxapqE/s72-c/fantasm%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-3880732014464330506</id><published>2008-11-27T18:45:00.000-08:00</published><updated>2008-11-29T09:49:24.759-08:00</updated><title type='text'>Maria Aparecida da Engomadeira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/STAq1gMpccI/AAAAAAAAAC4/eduwDJ1ztMA/s1600-h/veiga+engomadeira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/STAq1gMpccI/AAAAAAAAAC4/eduwDJ1ztMA/s400/veiga+engomadeira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273762262315266498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;(No cartaz do protesto em Engomadeira: "Todos que matam um dia morrem . Justiça?")&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Refavela&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Reencontro África - Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em 1976 o movimento black music tomava conta das noites e penteados da juventude brasileira e Gilberto Gil foi convidado a participar de um festival de arte na capital da Nigéria, Lagos. O ex-Ministro retorna ao Brasil inspirado para gravar um dos álbuns de maior sucesso: &lt;a href="http://lix.in/773df748"&gt;Refavela (pode baixar).&lt;/a&gt; A capa foi uma parceria sua com Rogério Duarte e nas músicas influência afrobaiana com a regravação de Ilê Ayê: “Que bloco é esse?/  Eu que quero saber / É o mundo negro que viemos mostrar pra vocês”. Além de novidades rítmicas do continente “mãe”, como o balafon: “Isso que a gente chama marimba/Tem na África todo mesmo som/ Isso que toca bem, bem/Num lugar, não lembro bem/ Chama-se balafon”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra faixa de destaque é Sandra, composta durante a prisão por porte de maconha em julho do mesmo 76. Sandra era o nome de sua namorada e também de uma tiete na época. Outras mulheres homenageadas são as enfermeiras do sanatório. Gil coloca alegria na batida e doçura na letra sobre um local que há muitos só guardaria péssimas lembranças.&lt;br /&gt;(A detenção é retratada no documentário Doces Bárbaros):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;"Isso aqui é favela! Engomadeira meu irmão!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira, vinte e sete de novembro, catorze horas e vinte minutos. Entrei num busu Pituba/Mata Escura na Estrada das Barreiras, avenida que desemboca na Uneb do Cabula. Depois de subir a primeira ladeira são avistadas nuvens de fumaça preta no trânsito lento, característico do local. Pedestres correm assustados, carros traçam o caminho de volta, uma garota encontra um motivo para explicar o atraso ao telefone. O motorista ultrapassa quatro veículos a sua frente. Pára. Um colega chega à sua janela e lhe explica a situação. Confirma em voz alta o protesto:&lt;br /&gt;"A polícia pegou dois e apareceram mortos dois dias depois".&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo a maioria dos passageiros desce as escadas. Fico dentro do ônibus com outras dez pessoas mais ou menos. Já posso ver numa esquina cartazes feitos de cartolina estendidos por mulheres, crianças e adolescentes. Um grupo de garotos negros, sem camisa, corre em nossa direção. Burburinhos são disparados:&lt;br /&gt;"Fechem as janelas".&lt;br /&gt;"Ho motorista feche essa porta. Tá querendo que eles entrem aqui?".&lt;br /&gt;Passado o susto, solto uma ironia descomprometida:&lt;br /&gt;"Pensei que fossem fazer arrastão".&lt;br /&gt;Não convenço uma mulher na cadeira atrás. No corredor uma senhora branca com vestes de crente da igreja Batista comenta:&lt;br /&gt;"Daqui a pouco chega polícia dando tiro e eles param com isso".&lt;br /&gt;Não agüento e começo uma pequena discussão:&lt;br /&gt;"Eles estão no direito dele. Mataram dois jovens".&lt;br /&gt;"Se morreu é porque tinha culpa. Atualmente tá todo mundo morrendo".&lt;br /&gt;"A senhora gostaria que fosse seu filho?"&lt;br /&gt;(Já percebra anteriormente que ela estava acompanhada de um adolescente que aparentava ser seu filho).&lt;br /&gt;"Meu filho tem educação".&lt;br /&gt;O garoto entra na conversa com cabelos lisos de emo, voz fina, quase feminina.&lt;br /&gt;"Eles não têm o direito de atrapalhar a vida das pessoas".&lt;br /&gt;Desisto de argumentar. Chegam os pm´s e a ‘crente do cú quente’ vibra. Resmungo:&lt;br /&gt;"Nem que fosse ladrão a polícia tinha o direito de matar".&lt;br /&gt;O 'motor' desliga o motor e fala:&lt;br /&gt;"Vou embora. Isso aqui não vai acabar tão cedo".&lt;br /&gt;Outro 'motor' assume.&lt;br /&gt;As viaturas continuam a chegar. Decido buscar outro rumo em sintonia com os restantes. O  grupo retorna com uma média de idade menor. As primeiras pedras atiradas se quer têm força para destruir as janelas dos busus. Dois estouros são quase simultâneos. Uma criança enrrouca a voz:&lt;br /&gt;"Vou queimar até gente hoje!".&lt;br /&gt;Outro exibe o lado Fantasmão:&lt;br /&gt;"Isso aqui é favela! Engomadeira meu irmão!"&lt;br /&gt;O motorista desafia o bando:&lt;br /&gt;"Pode quebrar tudo, mas não quero que me atinja".&lt;br /&gt;Muitos  fazem ironia com o pessoal da favela e a avenida fica mais cheia para assistir um "espetáculo". Eu caminho com cautela em direção à fumaça preta.&lt;br /&gt;Uma jovem mulher é retirada à força ao ficar em frente de uma viatura. Percebo estar num lado ainda sem controle policial. Já posso ouvir os gritos de "assassinos" e "queremos solução".&lt;br /&gt;Jovens mais velhos chegam com pneus. A polícia aponta as armas e as toma com facilidade.  Mais  sirenes são ouvidas. Ficam mais nítidas as dezenas de crianças e mulheres de todas as idades. Peço mais informações para um senhor que fecha o cadeado de uma barraquinha azul, daquelas quase extintas na gestão de Imbassahy. Sem levantar a cabeça ele responde:&lt;br /&gt;"A Rondesp pegou dois lá de baixo. Apareceram mortos. Mas ninguém sabe se foi a polícia mesmo".&lt;br /&gt;Enxergo um câmara da tevê Aratu e amplio a sensação de segurança. Passo por 'dentro' da manifestação a procura de alguém para saber mais detalhes. Um gordinho de bicicleta faz o gesto de negativo com a cabeça. Uma senhora negra de touca na cabeça e cartolina na mão profana:&lt;br /&gt;"Esses policiais são os encostos da Igreja Universal no culto de terça-feira. Eles pegam a droga do pessoal para vender e ficam caladinhos na televisão. Mataram dois rapazes inocentes".&lt;br /&gt;A amiga branca, grandona e gorda interrompe:&lt;br /&gt;"Célia, tome cuidado. Sei o que você está sentindo", com os braços sobre o peito e os olhos marejados.&lt;br /&gt;"Eles mataram que nem filme. Colocaram os meninos dentro do pneu e queimaram. Deu trabalho para reconhecer os corpos. Fizeram 'microondas' nos meninos", grita Célia.&lt;br /&gt;"Meu Deus, foi 'microondas'. Vai precisar fazer DNA", diz a branca.&lt;br /&gt;"Mãe, vamos para casa. Não quero ver a senhora assim", pede o um dos dois filhos não tão brancos.&lt;br /&gt;Também sinto o chegar de minha hora em deixar o local. Acompanho os passos da senhora grandona com saia de crente, tatuagem verde e velha em um dos tornozelos. Ela volta o olhar para trás e aponta para outra amiga:&lt;br /&gt;"Olha onde Detinha está meu Deus!".&lt;br /&gt;Preparo o fone do meu celular para ouvir uma música.  Mais gritos soluçados antes de sintonizar na rádio:&lt;br /&gt;"Não tem só ladrão na Engomadeira não!".&lt;br /&gt;A Educadora toca Gilberto Gil na música Sandra. Começa assim:&lt;br /&gt;"Maria Aparecida, porque apareceu na vida/&lt;br /&gt;Maria Sebastiana, porque Deus fez tão bonita/&lt;br /&gt;Maria de Lourdes/&lt;br /&gt;Porque me pediu uma canção pra ela".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ps: A foto da manifestação em Engomadeira é do brother Evandro Veiga do Correio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-3880732014464330506?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/3880732014464330506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=3880732014464330506' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/3880732014464330506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/3880732014464330506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2008/11/maria-aparecida-da-engomadeira.html' title='Maria Aparecida da Engomadeira'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/STAq1gMpccI/AAAAAAAAAC4/eduwDJ1ztMA/s72-c/veiga+engomadeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-1544032751040531387</id><published>2008-07-25T05:19:00.001-07:00</published><updated>2008-07-25T14:12:17.247-07:00</updated><title type='text'>O bêbado e a camisa do político</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/SInLCg3mxqI/AAAAAAAAABg/8Ml4NkREge4/s1600-h/Zeca+Pagodinho1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/SInLCg3mxqI/AAAAAAAAABg/8Ml4NkREge4/s400/Zeca+Pagodinho1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226932086583510690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nesta eleição vou sentir novamente falta das camisas dos políticos. A vestimenta servia mais para bêbados do que ganhar votos. Falando em bêbados,  segue o  primeiro disco de Zeca Pagodinho. Na época ele parecia com Augustinho da Grande Família e cara não estava inchada de cachaça. Mas o alcoólatra mais popular do Brasil não consegue esconder o olhar de quem deve ter tomado umas cinco cervejas antes da fotografia. O disco é uma boa escolha pra quem gosta dos primeiros discos de um músico. Costumam ser rodeados de uma áurea parecida com amor juvenil. São trabalhos menos rebuscados e mais refinados. Os ouvidos agradecem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(102, 255, 255);" href="http://lix.in/829135ce"&gt;Baixe o disco aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A idéia de escrever sobre as camisas dos bêbados convergiu com a chatice que está a cobertura de imprensa nos primeiros dias oficiais das eleições, vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Não trocamos votos por camisas"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A ênfase da imprensa nas questões jurídicas nas eleições de Salvador têm deixado a campanha "aporrinhante". Boa parte das reportagens focam no constante desrespeito às regras eleitorais.  O que pra mim gera alguns exageros dos envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do poder judiciário fica o excesso de impedir as camisas e bonés durante o pleito. Agora os carregadores de bandeira não levam se quer uma camisa de brinde para casa e ainda deixam a cidade mais feia, porque cada um utiliza a camisa na cor que quiser, parecendo quadrilha junina. Fora isso a camisa costumava ser utilizada pelo bêbado da rua. A desmoralização do candidato era proporcional à quantidade de bêbados usando a camisa ou boné. Creio que somente o bêbado quando estava bêbado tinha orgulho dos objetos. Os demais tinham que carregar pelo anos seguintes a foto ou slogan daquele que só lhe dera uma camisa ou boné e mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha também a figura do caçador de camisas. Lá em Valença minha mãe já tinha o tato de lidar com tais figuras. A Pousada Universal, herdada de dona Matilde por minha mãe, era local visado pelos caçadores de camisa. A resposta freqüente de Dona Flor era: "não trocamos votos por camisas".  Na época o PT ainda tinha pudores em dar a camisa para qualquer pessoa. Usar uma camisa petista despertava paixões de todos os tipos. Depois virou vestuário de bêbado. Além do mais, minha mãe sempre soube que camisa não ganhava voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos aos políticos João Henrique é o ícone da imoralidade, teve a cara de pau de subir no trio elétrico e apresentar a irregular guarda municipal na frente dos desfiles do Dois de Julho. Espero que as urnas o respondam. Porque nos tribunais as coisas caminham pouco. Costumam virar acordos, ou seja, multas que anulam as sentenças. O acordos servem para diminuir a quantidade e duração de processos nos lentos e angustiantes tribunais brasileiros. Mas não retira o constrangimento do acusado nem a indignação do acusador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou me esquecer da imprensa, porque não sou adepto ao corporativismo. Não têm o peso que merecem as reportagens sobre excessos em sites dos candidatos, propagandas no orkut ou adesivos - do tamanho de um prato de comida a quilo - colado em camisas. Poucas pessoas visitam sites de candidatos, geralmente é o eleitor já convicto, que tem o direito de saber as ações do candidato como parlamentar ou gestor. Não é uma prática abusiva, ao contrário se fosse em concessões públicas como rádio e TV. Propaganda no orkut talvez seja mais vulgar do que as camisas dos bêbados. Qualquer anúncio político concorre com centenas de propaganda de sexo e da venda de camisas para o Trivela. Quanto aos adesivos do tamanho de um prato, são menos ofensivos e úteis do que as camisas. Talvez merecesse ser uma das "miudinhas" de Tasso Franco no www.bahiaja.com.br .&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-1544032751040531387?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/1544032751040531387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=1544032751040531387' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/1544032751040531387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/1544032751040531387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2008/07/as-camisas-dos-candidatos-e-os-bbados.html' title='O bêbado e a camisa do político'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/SInLCg3mxqI/AAAAAAAAABg/8Ml4NkREge4/s72-c/Zeca+Pagodinho1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-386607914040925838</id><published>2008-07-16T09:27:00.000-07:00</published><updated>2008-07-17T09:09:34.074-07:00</updated><title type='text'>Um ménaje à truá de Gal, Marx e Toqueville</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/SH9uPXCdbsI/AAAAAAAAABY/vWE8_Ns0JOQ/s1600-h/%C3%ADndia+Gal+Costa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/SH9uPXCdbsI/AAAAAAAAABY/vWE8_Ns0JOQ/s400/%C3%ADndia+Gal+Costa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224015302934490818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;É imensurável o tesão estimulado na capa do disco &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Índia”, Gal Costa, 1973. Com um corpinho de baiana aos 28 anos de idade, Gal apresenta sua magra barriga ao mundo vestida com um biquíni que não esconde as marcas do sol e as curvas da b..... . As mãos na altura da cintura passam a sensação que ela está segurando a curta saia de palha doida para que alguém a tire em sincronia com a maciez e volúpia do seu corpo. Biquíni e vestimenta indígena da capa - produzida por Waly, quando era Sailormoorn - dão tônica ao hibridismo tropicalista presente nas nove faixas do LP.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Outros ilustres presentes do disco são: Gilberto Gil que assume a direção musical e toca o violão e violão de 12 cordas; Dominguinhos solta o acordeom; Toninho Horta Guitarra na guitarra; Chico Batera na percussão e efeitos além de participações especiais de Roberto Menescal, Wagner Tiso e Rogério Duprat – responsável pela releitura de Índia, a clássica guarânia paraguaia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;a href="http://lix.in/80eb007c"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Entre aqui para baixar o disco&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Falando em misturas o texto que segue é:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um swing com Marx e Toqueville&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Nos últimos quinze dias tive duas discussões sobe estética e política que me inquietaram. Na primeira sobre a idéia de vanguarda, que pra mim cheira a partido único, pureza, centralidade e tantos outros valores deterministas que não se desfazem em poucos séculos, nem com mais duzentos novos Karl Marx´s deixando o legado filosófico de reinterpretar a historia. Em outra conversa questionei a hipocrisia democrática que permanecerá mesmo com o nascimento de quinhentos Toqueville´s colocando as paixões, perigos e limites da democracia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O curioso é que debati sobre política uma amiga cinéfila que virou jornalista de redação, entusiasta da rigidez técnica e analítica na estética. Já sobre estética dialoguei com um administrador com formação em ciências sociais que caminhou para a construção política dentro de um partido de esquerda. Creio que no final ambos convergem por apresentar uma perspectiva determinista da história conforme narro a seguir: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;A amiga cinéfila é encantada pelos EUA e impenetrável ao discutir a Cuba de Fidel: "um regime com mais de 17 mil mortes por motivação política". Em suas palavras "ditadura é ditadura" e por isso democracia é melhor, seja onde for, utilizando no bate papo a seguinte lógica: democracia &gt; ditadura. Reivindiquei que a democracia não é um valor absoluto, ao contrário, nossa referência democrática burguesa é insuficiente para proporcionar igualdade e liberdade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Quanto a Revolução Cubana a compreendo historicamente. O país vivia sob uma ditadura com apoio norte americano e em clima de guerra civil quando uma parcela considerável da população apoiou um grupo de guerrilheiros com discurso de soberania nacional e igualdade. A supressão de liberdades individuais não era tão clara assim nem mesmo no Brasil da época, que tinha um cerne autoritário que convergiu com a ditadura militar de 1964. Portanto Cuba, pra mim, é mais uma peça do passado do que uma referência contemporânea aos demais povos da América Latina. Tenho repugnância ao governo castrista da mesma forma que a democracia brasileira, além de sérias restrições a democracia estadunidense e qualquer tentativa de impor os valores e as instituições democráticas eurocêntricas como universais, seja no Iraque ou &lt;st1:personname productid="em Cuba. Creio" st="on"&gt;em Cuba.  Creio&lt;/st1:personname&gt; tanto em liberdade aos indivíduos quanto aos estados nacionais. Sem contar que a liberdade é inseparável da igualdade de oportunidades.&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Já o amigo militante auto declarado de esquerda acredita em revoluções socialistas e espera estar vivo quando novas vanguardas artísticas se tornem universais. Além de não acreditar em revoluções, principalmente com os paradigmas da esquerda tradicional brasileira, não acredito na existência de vanguardas. Num mundo inundado de tecnologias informacionais e distribuído em complexas interpretações e práticas sócio culturais, defendo ser inviável a presença de um segmento capaz de determinar novos padrões estéticos que não seja incorporado instantaneamente pelos mecanismos e valores da sociedade de consumo de massas. Até mesmo a genialidade moderna, atrelada às vanguardas, é questionada pela física quântica. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Qualquer transformação substanciosa na cultura também será lenta e pulverizada, com influências da espiritualidade oriental à sensualidade latina. Esqueçam dicotomias como regionais x universais ou centrais x periféricos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-386607914040925838?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/386607914040925838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=386607914040925838' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/386607914040925838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/386607914040925838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2008/07/imensurvel-o-teso-estimulado-na-capa-do.html' title='Um ménaje à truá de Gal, Marx e Toqueville'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/SH9uPXCdbsI/AAAAAAAAABY/vWE8_Ns0JOQ/s72-c/%C3%ADndia+Gal+Costa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-7154145115988050852</id><published>2008-07-13T01:15:00.000-07:00</published><updated>2008-07-13T18:29:53.820-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O amor e as eleições de Salvador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Flor da Idade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chico Buarque e Paulo Pontes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:courier new;font-size:100%;"  &gt;"&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;     Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;     Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;     Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;     a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Nestas eleições soteropolitana o nanico Hilton Coelho (PSOL) pode inteferir e muito no resultado. Especialmente por saber atacar como ninguém a Frente de Esquerda, encabeçada por Walter Pinheiro. Coelho era (é) um apaixonado petista que despertou um texto de amor sobre essas eleições, inspirado na  letra de Chico e Paulo Pontes, Flor da Idade. A música foi utilizada na épica peça Gota d´água, uma releitura tupiniquim da relação de Tristão e Isolda, um jovem casal que enfrenta obstáculos sociais para viver junto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Vamos ao texto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ACM&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; Neto e &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Imbassahy&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; se amavam. Brigaram por causa do "&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;vô&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;". O patriarca foi a Raimundo Varela, na época, choramingar para um dos melhores quadros que o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;carlismo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; produziu: "&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Imbassay&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; você não me deu um telefonema se quer. Fui padrinho de uma de suas filhas". &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Dizem&lt;/span&gt; que o racha foi por dinheiro e honra, com direito a tapas e beijos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Imbassahy&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; passou a amar João Henrique, que o acolheu de braços abertos. O coração que marcava a campanha de 2004 do &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;atual&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; prefeito foi realmente grande no início, esqueceu até as grossas dívidas da gestão do ex carlista, que virara tucano de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;carteirinha&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;. Essa &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;transa&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; não durou muito porque &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Imbassahy&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; não resistiu ao coração livre de João, que começava a dormir todo dia com &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Geddel&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;. E há que se diga: após uma &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;briguinha&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; João &amp;amp; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Geddel&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; se apaixonaram. Formam um casal exagerado, desses que se afastam da família, dos amigos e querem trepar até nas vistas das crianças. O resultado é banho de luz, banho de asfalto e recuperação de canal por toda Salvador nas vésperas da eleição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;João também amava toda a esquerda. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Lídice&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; era companheira desde dos passeios pelos gramados da &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Assembléia&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; Legislativa.  O PT e &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;PCdoB&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; adoravam caminhar lado a lado com João no &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;bandeijão&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; da Casa. Eram dias agradáveis, todos contra um mal comum. João ao assumir o Palácio Tomé de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Souza&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; foi generoso com eles, distribuiu boas Secretarias como: Educação, Saúde, Emprego e Renda. Quando virou João &amp;amp; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Geddel&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; deu ciúmes. Menos para Pinheiro que tirou até foto no altar para manter o PT na gestão. Casaram para satisfação do &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;titio&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; rico Jaques Wagner, já tinha até filho na barriga para 2010: Pinheiro e &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Geddel&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; pro Senado. A versão oficial é que o aborto foi &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;espontâneo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;. Creio que até tentaram o filho mas o casal era infértil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Hilton&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; Coelho é fruto do antigo casamento de Jorge Almeida com o PT. Era uma família conhecida publicamente pelo &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;emocionalismo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; e o filho prodígio &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Pelegrino&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;. Viviam de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;briguinhas&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; com &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Lídice&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; e o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;PCdoB&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;, mas reconciliavam dentro da cozinha nas grandes festas da família marxista. O candidato do &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;PSOL&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; a prefeitura de Salvador aprendeu a amar dentro da família política tradicional e sua lógica eleitoral. Num claro complexo de Édipo ataca a frente de esquerda de corrupção para abocanhar meia dúzia de votos que podem vir a tirar Pinheiro do segundo turno. O discurso de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Hilton&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; já &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;suscita&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; paixões, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;platônicas,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;ACM&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; Neto, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Imbassahy&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; e João Henrique. É que o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;PSOL&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; é tão &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;petista&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; que só sabe atacar o PT. Coisas do amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255); font-weight: bold;"&gt;Chico inspirou mas quem acompanhou o texto foram:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);" href="http://rapidshare.com/files/113753519/1970_-_victor_assis_brasil_toca_antonio_carlos_jobim.zip"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Victor Assis Brasil Interpreta Jobim, 1970&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);" href="http://lix.in/460d306f"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Caetano Veloso, 1971.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255); font-weight: bold;"&gt;Pode Baixar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-7154145115988050852?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/7154145115988050852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=7154145115988050852' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/7154145115988050852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/7154145115988050852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2008/07/flor-da-idade.html' title=''/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-1210388222881971073</id><published>2008-07-12T10:56:00.000-07:00</published><updated>2008-07-13T14:26:20.463-07:00</updated><title type='text'>Gil &amp; Salvador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/SHjwdXlqGVI/AAAAAAAAAAc/n4t6lJAXNSk/s1600-h/Gil+-+Cidade+do+Salvador.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/SHjwdXlqGVI/AAAAAAAAAAc/n4t6lJAXNSk/s200/Gil+-+Cidade+do+Salvador.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222188155274926418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Acho que não poderia haver escolha melhor para recomeçar nesse blog. Cidade do Salvador é um dos discos mais completos de Gilberto Gil. Gravado num dos períodos mais férteis do autor, entre 1973 e 1974, o LP duplo ficou curiosamente na gaveta e só foi as prateleiras em 1999. Nesse trabalho Gil demonstrou que sua relação com a capital baiana não iria se desfazer. E olhe que já tinha experimentado o exílio e aberto muitas portas abertas no Rio de Janeiro, São Paulo, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;New&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; York, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;London&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; e Paris.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;A homenagem a capital é oportuna com meus propósitos, afinal esse ano acontecerá a eleição mais disputada da história da cidade, o que vai tomar bastante minha atenção. Vale um resgate: em 1988 Gilberto Gil foi o candidato a vereador mais votado de Salvador com 111 mil votos pelo &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;PMDB&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;. Na época foi até especulada sua candidatura ao Palácio Tomé de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Souza&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;. Graças a &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Waldir&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Pires ele acabou com essa&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ideia&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;. Afinal sua participação na &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Câmara&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Vereadores&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; foi sofrível, imagine no comando da cidade? Pensando melhor, qualquer coisa poderia ser melhor que o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;radialista&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; Fernando José que foi eleito neste ano.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Voltando ao disco... ele começa com "Meio de Campo". Uma conversa fiada que conecta a atitude contemplativa de Gil com a vida á posição mais &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;cerebral&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; do futebol, o meio campista. Depois tem &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;xote&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;, homenagem a deuses do &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;candomblé&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; e duas das letras exemplares na construção do imaginário &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;soteropolitano&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;: Tradição e Ladeira da Preguiça. Na primeira a explanação da liberdade &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;afetiva&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; de Gil por &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;intermédio&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; da garota do &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Barbalho&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; e o "rapaz que ela namorava", que era "muito inteligente" e andava sempre lindo, rindo e cantando.  Isso ainda "no tempo que preto não entrava no Baiano", o que evita culpar a residência na Europa por sua &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;viadagem&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;. A segunda é um samba com ares de bossa cheio de trocadilhos e &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;intersecções&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;. A Ladeira da Preguiça, situada no bairro do Dois de Julho, inspira o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;atual&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; Ministro da Cultura, no exílio, a contar que na Europa o "mundo é uma maravilha" onde tem uma ilha &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Fomenteira&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; (Espanha) que se chega de barco "que nem lá/ na Ilha do Medo, Frade e Maré".  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Para baixar basta entrar no link abaixo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(102, 51, 255);" href="http://rapidshare.com/files/45254678/GG10.part1.rar"&gt;Gilberto Gil - Cidade do Salvador&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 204, 204);" href="http://rapidshare.com/files/45255048/GG10.part2.rar"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-1210388222881971073?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/1210388222881971073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=1210388222881971073' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/1210388222881971073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/1210388222881971073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2008/07/acho-que-no-poderia-haver-escolha.html' title='Gil &amp; Salvador'/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_57GyNBgOXfQ/SHjwdXlqGVI/AAAAAAAAAAc/n4t6lJAXNSk/s72-c/Gil+-+Cidade+do+Salvador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-417765951267209459</id><published>2008-07-12T08:59:00.000-07:00</published><updated>2008-07-12T09:06:28.346-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Voltei&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Retomo as rédas deste blog um ano e dez meses depois da última postagem. Muitas coisas mudaram, em especial o fato de carregar um diploma de jornalismo. O que me obriga a ser menos desleixado e mais ambicioso com as palavras. Retomo também com uma proposta mais clara de blog. A motivação inicial era passar na disciplina de Jornalismo On Line e na época eu era mais preocupado com organizações de esquerda do que jornalismo. Hoje parece que as coisas se equilibraram, para a elegria de uns e tristeza de outros que me acompanham. Fora isso consolidei dois dos meus maiores prazeres: música brasileira e o Esporte Clube Vitória. Mas o jornalismo não se cansou e resolveu bolir nos dois. Virou gosto pela música e futebol. Já o ranço de esquerda virou política. Mas não pense que abandonei minhas origens, ao contrário, elas estão fortes o suficiente para não precisar de holofotes.   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-417765951267209459?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/417765951267209459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=417765951267209459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/417765951267209459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/417765951267209459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2008/07/voltei-retomo-as-rdas-deste-blog-um-ano.html' title=''/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-115794552372793261</id><published>2006-09-10T20:24:00.000-07:00</published><updated>2008-07-12T07:35:45.748-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  Exportação brasileira de felicidade bate recorde&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;A exportação brasileira de felicidade alcançou taxas recordes nos últimos três anos. Depois de 10 anos depressivos do país, fruto das taxas de juros, lucros de bancos, dois mandatos neoliberais, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;mediocrização&lt;/span&gt; da esquerda, retardo cultural e duas copas do mundo ganhas por acidente. Os números não mentem: *73% dos brasileiros são felizes.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;O aumento da alegria interna acelerou a expansão no mercado internacional a partir de 2002 com os crentes no governo popular de esquerda, num país rico, democrático, capitalista e moderno do terceiro mundo. A expectativa era personificada num barbudo operário com a audácia de dialogar com o FMI, fazer a reforma agrária, promover a ética pública, priorizar a educação e combater a homogeneidade cultural. Tudo isso respeitando os acordos internacionais, o direito a propriedade e demais prazeres da classe média. Após uma pequena redução deste público consumidor, que não acompanhou as taxas cobradas, o mercado interno elevou-se com direita renascida após denúncias de corrupção no governo popular. Influenciados por uma classe dominante detentora de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;royalites&lt;/span&gt; em paraísos fiscais, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;accionistas&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;BOVESPA&lt;/span&gt; fizeram fusões com bancos e agências internacionais movimentando o mercado financeiro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Com a reformulação da industria cultural, o exotismo do terceiro mundo entrou na centralidade do consumo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;pop&lt;/span&gt;. Nesta zona o futebol brasileiro é líder de mercado ao possibilitar sonhos estéticos instantâneos. Na Copa do Mundo os filhos da elite vão a Alemanha compartilhar com o mundo o que não se vê nem em nossos estádios. O resultado é que dribles e arrancadas não passaram de ilusões de marketing. A TV, Internet e novas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mídias&lt;/span&gt; digitais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;construíram&lt;/span&gt; um imaginário que só ocorria em campeonatos europeus. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;A posição no mercado de felicidade está solidificada com um público especializado: esquerdistas ortodoxos. Não crentes num operário inspirado pelo sindicalismo americano, passam a defender na imutabilidade dos princípios de esquerda. Também são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;céticos&lt;/span&gt; com a social democracia e pacto com burguesia nacional. Apostam em manifestos com intelectuais, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;bravatas&lt;/span&gt; e tratam com indiferença o apoio popular. Negam qualquer reformulação profunda na esquerda e no novo espaço público. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*Dado publicado no jornal Folha de São Paulo, domingo 10 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;setembro&lt;/span&gt; de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Caribé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-115794552372793261?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/115794552372793261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=115794552372793261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/115794552372793261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/115794552372793261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2006/09/exportao-brasileira-de-felicidade-bate.html' title=''/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-115759081879411192</id><published>2006-09-06T17:59:00.000-07:00</published><updated>2006-09-06T18:17:30.540-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Até quando Domingos Leonelli vai ter paz?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Domingos Leonelli foi o personagem político que renasceu junto com Lídice após as últimas eleições municipais. Atacado por todos os flancos, seu nome foi alvo de ódio pela direita e esquerda durante a gestão fracassada de Lídice da Mata na prefeitura. O mero espectador político pensou que estivesse morto, liquidado. Não ganhava eleição para deputado, e se duvidar até pra presidente do Bahia ou Vitória (na terceira divisão).&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Então reaparece na nomeação dos primeiros secretários do apenas bem intencionado João Henrrique. Indicado por Lídice, ocupa a Secretaria de Economia, Emprego e Renda, um desafio para lá de espinhoso em uma das capitais do desemprego. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não tem mais os poderes ilimitados adquiridos durante o governo de Lídice e baila sem muitas luzes na boa reputação de João, o que tem sido positivo para a péssima imagem pública de centralizador e truculento. Não sofre ataques e denúncias, ganha força aos poucos. Com a unificação forçada de amplo setor anti carlista (PT, PDT, PC do B, PMDB e PTB) para este processo eleitoral voltou a marcar mais presença na articulação política. Já aparece representando a prefeitura municipal em eventos, circula com altivez nos recintos políticos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vamos ver até quando sua paz continua, pois na edição do Jornal A TARDE desta quarta-feira, 06 de setembro, o Secretário já botou as “mangas de fora” e ousou emitir uma opinião contrária aos projetos da forte ADEMI-BA (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia) no novo PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano). Leonelli declarou que os “espigões residenciais empregam muito pouco e só servem aos seus privilegiados habitantes” e que os gabaritos da orla, Paralela e demais áreas valorizadas devem ser apenas para empreendimentos turísticos que gerem emprego e renda. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A coincidência é que a prefeitura está atrasada nos novos gabaritos da orla soteropolitana. O PDDU deixa pistas que regiões como o Rio Vermelho e Pituba servirão para investimentos imobiliários milionários propondo adensamento populacional, ocupação de vazios urbanos e construções verticais. As respostas do presidente da ADEMI Guto Amoedo em edição do mês passado no A TARDE deixaram transparecer impaciência em falar do assunto, e tenta convencer que Salvador tem demanda imobiliária por moradias “decentes”. Quem conseguir por acaso o novo gabarito pelas ruas da cidade vai tomar o mesmo susto que este estudante de jornalismo: construção de prédios de 20 andares por todo Rio Vermelho! &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O relator do PDDU, Rui Costa (PT), continua a fazer vistas grossas. João Henrrique dá sinais de complacência com os empresários: a venda de áreas públicas valiosas (inclusive em regiões costeiras) para pagar dívidas com a PETROBRÁS, e o provável leilão do Clube Português são alguns exemplos. A não ser a impressa ninguém quis se meter nessa briga até agora. Mas aí aparece novamente Domingos Leonelli, desta vez com razão, mas até quando vai continuar a desfilar? &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-115759081879411192?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/115759081879411192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=115759081879411192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/115759081879411192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/115759081879411192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2006/09/at-quando-domingos-leonelli-vai-ter.html' title=''/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-115748119370419677</id><published>2006-09-05T11:28:00.001-07:00</published><updated>2006-09-06T18:02:51.570-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Heloísa Helena sem açúcar e sem afeto&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No início do Governo Lula um amplo setor da sociedade, da qual me incluo, ficou entusiasmado com a postura ética da então senadora do PT Heloísa Helena. Não só negava-se a compactuar com o debate distorcido da Reforma da Previdência, mas também a  votar. E assim foram atitudes sucessivas que a levaram sair do PT no auge do gozo do aparato público. Aliás, é raro um líder político da envergadura da Senadora se abster de centenas de cargos públicos, ainda mais no Nordeste onde um emprego nos Correios gera inúmeros votos e lealdade política duradoura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armava-se clima para a reorganização da esquerda, a Senadora optou em fundar um partido e partir para campanha presidencial. Não vou entrar aqui entrar nas dezenas de equívocos do novo PSOL, vou considerar positiva o papel dela nas eleições que teoricamente é de reafirmar a falência do modelo neoliberal e das alianças com setores conservadores do nosso glorioso "campeão da desigualdade".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas aí fica difícil se empolgar com Heloísa Helena e demais candidatos do PSOL. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro foi a história do aborto, HH passa no discurso a responsabilidade à mulher, argumentando que com tantas tecnologias preventivas a gravidez indesejada é descuidado. Fiquei atônito ao ouvir isso de uma nordestina que cresceu em condições educacionais e religiosas desfavoráveis a autonomia feminina. Mas tudo bem... incorporei o equivocado discurso de vitimismo: "ela é mulher, religiosa e precisa se libertar, é uma questão cultural".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A segunda mancada é o modo como se apresenta ao eleitorado. Discute com os entrevistados, denomina "ministrozinhos" os então Ministros da Presidência da República, tudo põe a culpa no FMI, não passa tranqüilidade ao eleitor e etc. Mas Lula também era assim em 89, ela não tem uma assessoria milionária, deve estar com o estado emocional alterado e tantas outras desculpas de minha auto psicologia de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A terceira tem sido mais difícil de engolir, o crescimento de 7% ao ano apartir de gastos públicos. É de notório saber que o capitalismo e o estado moderno estão em crises constantes há 35 anos. Um dos problemas é a incapacidade do estado em investimento, e o pior, gerar emprego com seus gastos públicos. Também não é mencionado pela candidata que o crescimento econômico no atual capital financeiro não é primordial - para aqueles apocalípticos como o que vos escreve mais ainda -. Já que o importante é propiciar a população igualdade de&lt;br /&gt;oportunidades e uma base educacional e cultural que a sustente no pós crise, além de outros alicerces como a ciência e tecnologia. O Brasil não deve seguir os passos de uma China com crescimentos estrondosos, mas sem base democrática sólida. Nosso caminho ao idealizado socialismo é outro, e parece que o PSOL não consegue nos apresentar. Ao contrário da letra de Chico Buarque, Heloísa Helena está sem açúcar e sem afeto com a esquerda. É comocomeçássemos um relacionamento contando os dias para acabar. Acho que é por isso que não vi bandeiras do PSOL nas ruas soteropolitanas.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedro Caribé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-115748119370419677?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/115748119370419677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=115748119370419677' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/115748119370419677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/115748119370419677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2006/09/helosa-helena-sem-acar-e-sem-afeto-no_05.html' title=''/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-112776721646748322</id><published>2005-09-26T13:35:00.000-07:00</published><updated>2005-09-26T13:40:16.476-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A revolução iniciada:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;o fim da crença da conquista do estado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Antonio Martins&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;John Holloway sustenta, num texto de enorme atualidade no Brasil: a idéia da transformação social está viva. O que morreu foi a crença de que é preciso começar pela “conquista” do Estado.&lt;br /&gt;Quase quatro meses depois de iniciada a crise do governo Lula, é espantoso não ter surgido ainda, no Brasil, um debate sobre o projeto estratégico que orientou a esquerda, nos últimos 25 anos. Entre muitos, os fatos que vão se revelando a partir dos depoimentos do deputado Roberto Jefferson provocam desencanto e apatia. Outros os encaram conformados, como se adaptar-se ao jogo fisiológico da política brasileira fosse uma decorrência inevitável da chegada ao governo; e como se o importante, agora, fosse assegurar que o Estado continuará sendo gerido "pelos nossos" -- ainda que para proveito dos de sempre. Por fim, há quem insista em reduzir o drama a sua dimensão pessoal. Tudo poderia ser explicado pela traição de certos personagens históricos. Bastaria substituí-los – talvez por meio do lançamento de uma nova alternativa eleitoral – para restaurar a grandeza da proposta.&lt;br /&gt;Enquanto isso, adia-se a formulação das perguntas cruciais. Que resta, após o governo Lula, do plano de mudar a sociedade brasileira concentrando as energias na "conquista" do poder de Estado? A que grau de paralisia, burocratização e rendição à lógica do capital ele levou as forças que o adotaram?  Quais as bases para construir um projeto alternativo? Como rearticular o dinamismo da sociedade brasileira, em sua busca por direitos e igualdade?&lt;br /&gt;Um desbravador e suas contradições&lt;br /&gt;Estudioso entusiasmado do movimento zapatista e intelectual cada vez mais presente no mundo dos Fóruns Sociais, o cientista político irlandês John Holloway tem contribuições a prestar, quando se entra neste tema. Como ocorre com todos os desbravadores, sua obra é heterogênea. Mudar o mundo sem tomar o poder, seu livro mais conhecido, foi visto por muitos como renúncia à idéia de revolução, ou  concessão radical ao anarquismo. Em face do fracasso das grandes tradições revolucionárias do século XX, Holloway estaria dizendo que nos resta apenas a luta pelas pequenas mudanças.&lt;br /&gt;Esta impressão foi reforçada por sua participação no Fórum Social do Nordeste brasileiro (Recife, novembro de 2004). Ao abordar, num seminário promovido pela Agenda Pós-Neoliberal, as decepções provocadas pelo governo Lula, ele afirmou que todas as tantativas de transformação estão condenadas ao fracasso, enquanto vivermos sob a democracia representativa. As lutas sociais deveriam dedicar-se a exercer resistência ao capitalismo nas brechas ou fissuras do sistema. Como a ênfase de Holloway estava na negação do que ele considera velho, não foi possível compreender como esta resistência poderia, em algum momento, deixar as brechas e se espalhar pela vida social.&lt;br /&gt;As três hipóteses de Buenos Aires&lt;br /&gt;Inédito em português, um dos texto que a Agenda Pós-Neoliberal publica a seguir é mais afirmativo e mais claro. São as notas de outra fala, proferida em Buenos Aires, também em 2004, quando o autor participou do lançamento da edição argentina de Mudar o mundo sem tomar o poder. Nela, Holloway sustenta três pontos de vista essenciais: 1. A idéia de superar o capitalismo por meio das lutas sociais é hoje mais válida que nunca, inclusive porque os riscos de barbárie e de destruição do planeta estão se tornando maiores e mais nítidos; 2. O engano trágico das principais tradições de esquerda no século XX – tanto a “revolucionária” quanto a “reformista” – foi supor que a transformação seria feita a partir da “conquista” do Estado. Ao adotar esta perspectiva, a esquerda introduziu, no núcleo central de seu próprio projeto, um contrabando capitalista. Porque o Estado não é neutro: ao estabelecer a separação entre sociedade e poder, ele reproduz permanentemente o processo de alienação sobre o qual se constrói o capitalismo. 3. A fixação no Estado impediu que a esquerda enxergasse a revolução que já está em curso.São as múltiplas formas de fazer social que se orientam por lógicas opostas às do capitalismo. Entre tantas outras, a defesa dos direitos, como resistência e alternativa à mercantilização da vida; a prática da solidariedade, ao invés do individualismo e do egoísmo; a construção de uma cultura de paz, em resistência às guerras e à tentativa de impor a lei do mais forte nas relações sociais e entre os países.&lt;br /&gt;Holloway é generoso ao extremo, quando passa a relacionar as práticas capazes de criar uma nova lógica social. Sua desejo é descobrir rebeldia inclusive nas ações quotidianas. Faltar ao trabalho para passar um dia brincando com as crianças, diz ele, pode ser uma forma de agir contra o capitalismo. Mas é algo visto como frivolidade. Obcecada pelo poder, a velha tradição passou a hierarquizar as lutas. Colocou no topo da pirâmide as que abriam caminho até o Estado. E considerou todas as demais como secundárias e subordinadas.&lt;br /&gt;Poder, palavra de dois sentidos&lt;br /&gt;Como tornar mais efetivas as rebeldias do quotidiano? De que forma articular, num projeto de mudança social, os protestos gigantescos contra a guerra, a comunidade de desenvolvedores de software livre, a campanha pela anulação das dívidas do Sul e os que trocam a venda de sua força de trabalho por um dia de prazer com os filhos? Na fala de Buenos Aires, Holloway parece preocupado com este tema. Por isso, enfatiza algo que é menos evidente em seu livro, ou nas leituras apressadas que se fazem dele. Para ele, há dois sentidos na palavra poder – e um deles pode ser apropriado pelos que querem transformar o mundo.&lt;br /&gt;Poder sobre, diz Holloway, é a noção que serve capitalismo. É o controle privado sobre  relações sociais que são, por sua natureza, coletivas; ou a possibilidade de decidir o fazer de outros. Mas há também a noção de poder fazer. Trata-se do “fluxo social do fazer”, da capacidade que temos de, juntos, recriarmos nossa vida. Holloway dá exemplos: “Depois desta reunião, teremos uma sensação mais forte de nosso poder”. Ou: “O movimento feminista deu às mulheres a noção de seu poder”.&lt;br /&gt;A grande questão seria, portanto, assegurar que o poder fazer prevaleça em relação ao poder sobre. Embora o autor não trate diretamente do assunto, é possível que o pensamento de Holloway ajude a compreender as possibilidades abertas pelo Fórum Social Mundial – e os desafios que ele tem à sua frente. Não-hierárquico por natureza, o FSM poderia ser visto como o espaço em que os sujeitos do poder fazer se encontram, para conhecer e potencializar mutuamente suas múltiplas ações.&lt;br /&gt;Um Fórum Social do “poder fazer”?&lt;br /&gt;A partir desta ótica, seria cada vez mais necessário incorporar ao Fórum todas as formas de iniciativa social orientadas por uma lógica não-capitalista, recusando radicalmente qualquer hierarquização entre elas. Todos são bem-vindos. Os que propõem mudanças que se chocam contra o conjunto das relações capitalistas (por exemplo, um novo sistema internacional de comércio, em oposição à OMC). Os que se travam batalhas que exigem recuos parciais do sistema (garantir a gratuidade dos tratamentos contra a AIDS, desmercantilizando o direito à vida, por exemplo). Os que dedicam parte de seu tempo a ações orientadas por novos valores, ainda que não opostas claramente ao capital (difundir a idéia do extrativismo sustentável, ou garantir apoio às vítimas do tsunami, por exemplo).&lt;br /&gt;O diálogo entre todas estas sensibilidades tenderia a revelar a importância de ações comuns. Para continuar com os casos já citados: a possibilidade de passar mais tempo com os filhos será multiplicada se houver uma campanha mundial bem-sucedida por uma jornada de 30 horas de trabalho por semana. E a preservação da Amazônia poderá ser efetivamente assegurada se regras comerciais novas impedirem, na prática, a venda da soja plantada em substituição à floresta. No entanto, as convergências e ações comuns no FSM deveriam continuar a ser feitas, voluntária e horizontalmente, pelas próprias organizações que se dedicam a cada tema. Isso exige provavelmente mais tempo, mas afasta os riscos de hierarquizar as lutas, ou de estabelecer, também no Fórum, relações de poder sobre.&lt;br /&gt;A crise brasileira e sua oportunidade&lt;br /&gt;As idéias de Holloway são úteis também para examinar, a partir de outra ótica, a crise brasileira. Em poucos países, o dinamismo da sociedade em busca de seus direitos é tão forte como aqui. Mesmo nas localidades mais empobrecidas e remotas multiplicam-se associações de cidadãos em favor das mais variadas causas. Algumas iniciativas políticas inovadoras, adotadas de modo autônomo pela sociedade (o plebiscito sobre a ALCA, por exemplo) tiveram alcance nacional. A irreverência, esta atitude de ironia permanente diante das autoridades e idéias estabelecidas, é um traço do caráter nacional. A ela se somou, nas últimas décadas, um movimento de afirmação de identidades que questiona as  tradições senhoriais do Brasil em vários terrenos – tendo estabelecido novos padrões culturais nas relações entre etnias e sexos.&lt;br /&gt;E no entanto, toda esta ebulição social foi colonizada pela idéia de que o importante era a “conquista” do Estado. Na imagem projetada pela mídia de mercado, quem aparece como portador da resistência às relações capitalistas não são as múltiplas iniciativas por uma vida nova, mas a esquerda institucional. Não é de estranhar que se espalhe a sensação de fracasso...&lt;br /&gt;Por isso, talvez valha a pena prestar atenção, na turbulência, ao aspecto de oportunidade  que todas as crises oferecem. Há um ciclo que se fecha. Há a possibilidade de abrir outro, a partir das múltiplas iniciativas em que estamos envolvidos. Haverá ousadia para dar o passo adiante? Nada está escrito, gostava dizer Lawrence da Arábia, interpretado por Peter O'Toole, num fime magnífico dirigido por David Lean, a partir de livro de T.E. Lawrence. É hora de exercitar o poder fazer... (Antonio Martins)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-112776721646748322?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/112776721646748322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=112776721646748322' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/112776721646748322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/112776721646748322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2005/09/revoluo-iniciada-o-fim-da-crena-da.html' title=''/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-112773870287278559</id><published>2005-09-26T05:38:00.000-07:00</published><updated>2008-07-12T11:08:22.558-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;"Entrando" no movimento...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Na sexta-feira, dia 23 de setembro, foi convocada uma reunião no Espaço Libertário em Nazaré, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;para discutir e aproximar libertários ou simpatizantes de Salvador. A pauta do dia não poderia ser outra: as mobilizações e organização do Movimento Pelo Passe Livre (MPL).&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; Ao lado a antiga Casa do Estudante, um espaço que fora ocupado por estudantes anárquicos, mas tomado por uma entidade estudantil que nem existe mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;A simplicidade era um traço comum as pessoas que ia chegando no lugar que sobrevive como estúdio para pequenas bandas.  No som Jethotul,  nas paredes cartazes de tom anarquista em diversas línguas. Sem alardes decidiu-se começar a reunião às 7h. Fizeram uma roda em que ainda acanhado me alinhei. A única garota pediu para nos reapresentarmos, pois haviam pessoas novas. Cada um foi falando seu nome ou apelido sem as identificações típicas das reuniões políticas. Não me senti a vontade para anotar os nomes das pessoas ou qualquer outro tipo de informação. Não queria ser um mero jornalista, mas sim alguém que se identificava como as coisas iam andando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Todo a debate partiu de uma premissa: o conselho municipal de transporte não tem legitimidade para discutir o problema do transporte em Salvador. O membros são na maioria de empresas como SETPS, sindicatos e entidades atreladas ao PT e PC do B. Restam poucas vagas para um movimento social ligado interessado no MPL. A outra premissa é que é necessário juntar 90 mil assinaturas para mandar a câmara um projeto de lei que estabelece o MPL. Na verdade passe livre já um direito garantido pela Constituição (artigo 208, inciso VII) e pela lei de Diretrizes e Bases da Educação (artigo 10, inciso VII, e artigo II, inciso VI). Mas teme-se que ao adotar a lei o STPS e prefeitura passem os custos para os não estudantes. O ideal é inverter a lógica, ao invés do “paga quem usa”, o certo é paga “quem se beneficia”. Como assim? Patrões das diversas formas passam a pagar o transporte do empregado, pois são eles que necessitam do trabalhador e não o contrário. Mas como sabemos que pequenas e médias empresas o país estão a beira do abismo tem se uma alternativa complementar, que é transformar o transporte num sistema como o SUS. É só apresentar a identidade e entrar. Os custos podem vir das multas, IPVA e até mesmo a adoção de um novo tributo. Que com certeza, vai sair mais barato do que os preços atuais. Numa cidade onde 72% depende do transporte público seriam uma economia qualitativa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;em&gt;A ofensiva dos patrões&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Tentando evitar o crescimento do MPL SETPS e prefeitura estão discutindo atitudes agressivas a população. A primeira é a extinção da gratuidade para correios, policiais e demais categorias. Tentando passar a responsabilidade da tarifa para tais classes. Assim, lutar pela manutenção e mais um direito adquirido retardaria a luta pelo MPL. Outra ofensiva é diminuição dos salários dos rodoviários, o que pode confrontar o segmento com o MPL.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-112773870287278559?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/112773870287278559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=112773870287278559' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/112773870287278559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/112773870287278559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2005/09/entrando-no-movimento.html' title=''/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16354350.post-112730681889895182</id><published>2005-09-21T05:45:00.000-07:00</published><updated>2008-07-12T11:07:45.863-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Chegando na estação da Lapa...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;br /&gt;Continuando meu percurso pela Revolta do Buzu II, sai ainda na segunda-feira do Politeama para a estação da Lapa. No caminho um clima de tensão no ar. Um simples engarrafamento de ônibus na Rua Direita da Piedade instigou um grupo de estudantes do Colégio Mercês para chegar perto e saber se era uma manifestação, alarme falso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Cheguei por lá por volta das 18h na Lapa, lá encontrei uns 200 estudantes, remanescentes no local desde das 11h. Coencidentemente jornais e tv´s chegavam no local no mesmo horário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Estavam parando os ônibus e só liberando aqueles que deixassem entrar qualquer um pela porta da frente. Muitos passageiros e motoristas estavam irritados com o engarrafamento provocado na estação. Linhas como IAPI e Massaranduba não queriam permitir a entrada de estudantes pela frente. O que gerava gritos como “ão, ão, ão dois e vinte é do feijão”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Fui inicialmente entrevistando algumas pessoas, buscando abarcar ao máximo a diversidade de grupos que tinham naquele local. Ao procurar um estudante do PSTU ele me indicou outro para falar (seria uma ordem interna?), conversei com Hermenegildo Neto, 18 anos, pré vestibulando e ex aluno do CEFET e membro da CONLUTE. Neto, como gosta de ser chamado, explicou que o pessoal veio do CEFET pela manhã liderado pelo grupo dele. Fez um discurso contra os líderes da UJS, em especial Marcelo Gavião, um cara com mais de 22 anos e presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Segundo ele as entidades como UBES e UBE são controladas pelo PC do B, por isso não tem compromisso com as transformações sociais e sim com em “abaixar a cabeça” para o governo Lula, João Henrique e etc. Sobre o caráter anárquico do movimento Neto alegou eu o antipartidarismo se reveste do facistóide. Mas é legítimo pois representa uma descrença nos principais partidos brasileiros. Quando perguntei se eram a favor do MPL (Movimento pelo Passe Livre) não teve muita segurança, mas alegou que sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Ouvi da maioria que estavam ali o mesmo que Danilo Santos, 19 anos, 3º ano do Central, “o povo está nas ruas contra a opressão das elites empresariais, a tarifa não pode aumentar”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Já perto das 19h estava encostado e cansado quando ouvi atentamente a conversa de dois estudantes do colégio militar. Um que se dizia da UJS tentava convencer ao outro que a entidade é grande, pode se filiar de graça e que está lutando pelo socialismo no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Às 19:15h passou um Aeroporto via orla, abriu a porta de frente. Entrei e fui pra casa. Também sou estudante né? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16354350-112730681889895182?l=fanzinevirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/feeds/112730681889895182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16354350&amp;postID=112730681889895182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/112730681889895182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16354350/posts/default/112730681889895182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fanzinevirtual.blogspot.com/2005/09/chegando-na-estao-da-lapa.html' title=''/><author><name>Pedro Caribé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01247211079355121174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
